Carta Aberta ao Prefeito Nelson Marchezan Jr.

Prezado sr. prefeito Nelson Marchezan Jr.,
Viemos através desta carta solicitar providências quanto à emissão de licença para construção da nova sede da Cidade da Bicicleta, que está há 14 meses preso em burocracias nas secretarias da Prefeitura de Porto Alegre.
A Cidade da Bicicleta era um espaço dedicado a fomentar a cultura da bicicleta na cidade, cuja principal atividade é uma Oficina Comunitária de Bicicletas, gerida inteiramente por voluntários, que ajudavam e ensinavam qualquer pessoa interessada a arrumar a sua própria bicicleta, sem qualquer custo. Ela funcionou em uma casa no Menino Deus até 2013, quando teve que ser devolvida para seus proprietários. Em julho de 2014, o então prefeito José Fortunati assinou a cessão de uma área sob o Viaduto dos Açorianos para a construção da nova sede da Cidade da Bicicleta. Foi feita então uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar o dinheiro necessário para a obra e graças ao apoio de 549 pessoas, levantamos os R$40 mil necessários para a reconstrução do espaço. Porém, desde janeiro de 2016, tramita nas Secretarias da Prefeitura o processo para emitir as devidas licenças para a construção da Cidade da Bicicleta, sem qualquer previsão de quando o projeto será aprovado.
O número do processo é 002.338350.00.4.
Contamos com o seu apoio para a liberação dessa licença o quanto antes, pois além da nossa ânsia em retomar um projeto tão importante, temos a responsabilidade de mostrar um resultado concreto para todas as pessoas que nos apoiaram.
Gratos e gratas pela sua atenção,
Voluntárias e voluntários da Cidade da Bicicleta.

O projeto da nova Cidade da Bicicleta será protocolado na Prefeitura nesta quinta-feira.

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O projeto da Cidade da Bicicleta, desenvolvido em parceria com o Escritório de Arquitetura Mãos, deve ser submetido e protocolado junto a Prefeitura Municipal de Porto Alegre nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro. Assim que autorizados pela Prefeitura, daremos início às obras de reconstrução da Oficina Comunitária.

Xs voluntárixs da Oficina Comunitária da Cidade da Bicicleta e a parceira Mobicidade estarão acompanhando e repassando o andamento do processo!

Mais do que na hora, aproveitamos a oportunidade para informar quem apoiou o financiamento coletivo: a equipe da Cidade da Bicicleta já vem se mobilizando para agilizar a produção e entrega das recompensas. Lamentamos o fato de estarmos atrasados em relação à entrega do Pôster de comemoração de 20 anos da Massa Crítica de São Francisco (prevista para nov/2015). Informamos que faremos o possível para terminar ainda esta semana a entrega dos exemplares para quem reside em Porto Alegre e o envio para quem reside em outras localidades. Quanto ao livro Nowtopia de Chris Carlsson, o Manual de Construção de Cob e o pôster da Cidade da Bicicleta em serigrafia: também já estão sendo entregues!

Lembramos que os colaboradores não residentes em Porto Alegre receberão suas recompensas em seus respectivos endereços via Correio.

Os adesivos exclusivos, as niqueleiras e os bonés de ciclismo personalizados já estão em vias de produção. Assim que as primeiras levas de produtos estiverem prontas começaremos a enviá-las! Pedimos a compreensão de todxs quanto ao andamento do processo! Gratos pela atenção!

Nova recompensa! Pôster exclusivo de Isadora Brandelli para a Cidade da Bicicleta.

11874655_970899486301420_1875328338_oA artista plástica Isadora Brandelli (Isadora Não Entende Nada) doou uma arte exclusiva e super bacana para os colaboradores da Cidade da Bicicleta. A partir de agora, quem doar a partir de R$70 poderá receber como recompensa um pôster exclusivo em serigrafia feito pela Isa. Confira a arte ao lado!

Colabore com a campanha de financiamento coletivo da Cidade da Bicicleta! Faça sua doação e compartilhe o link com seus amigos e familiares! Faltam só 15 dias e ainda temos muito a arrecadar para conseguirmos realizar esse sonho de reabrir a Cidade da Bicicleta!

Nova leva do livro Nowtopia, de Chris Carlsson

nowAmigas e amigos!

A primeira leva de 20 edições do livro Nowtopia, de Chris Carlsson, já se esgotou! Conseguimos mais 20 exemplares com a Tomo Editorial, mas eles terão um custo mais elevado. Por isso o valor da recompensa vai subir um pouquinho, para R$65. Se você já emitiu o boleto, mas ainda não efetuou o pagamento não tem problema, o preço antigo, de R$50, é o que vale para você.

Obrigado por todo apoio até agora! Por favor, continuem colaborando e compartilhando até alcançarmos nossa meta!

Quem ainda não apoiou, é só clicar neste link, é possível colaborar através do cartão de crédito ou boleto.

Abraços!

Ajude a construir a nova Cidade da Bicicleta!

Nossa campanha de financiamento coletivo da nova Cidade da Bicicleta está no ar! Ajude este sonho a sair do papel, fazendo a Oficina Comunitária da Cidade da Bicicleta voltar a existir! Colabore com qualquer valor acessando:

https://www.catarse.me/cidadedabici

Contamos com sua ajuda! Colaborem e compartilhem o link com suas amigas e amigos! A Cidade da Bicicleta é de todxs nós!

Prefeitura Municipal cede área para Oficina Comunitária

O prefeito municipal de Porto Alegre, José Fortunati, assinou um decreto que cede para o uso da Oficina Comunitária Cidade da Bicicleta o uso do vão sob o Viaduto dos Açorianos, na Avenida Loureiro da Silva, no bairro Cidade Baixa. O espaço cedido fica entre o Largo Zumbi dos Palmares, ponto de encontro da Massa Crítica e a Avenida Borges de Medeiros.

Abaixo, decreto na íntegra:

DECRETO Nº 18.682, DE 10 DE JUNHO DE 2014.

Permite o uso de próprio municipal à Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MOBICIDADE), localizado na Av. Loureiro da Silva, nesta Capital.

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 15, inciso III, da Lei Orgânica do Município,

D E C R E T A:

Art. 1º Fica permitido o uso à Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MOBICIDADE), na forma da legislação pertinente, especialmente a Lei Orgânica Municipal, do próprio municipal assim descrito: “Uma área com 674,50m², com formato irregular, parte de um todo maior registrado sob o nº 94.680 do Cartório de Registro de Imóveis da 2ª Zona desta Capital, localizado na Av. Loureiro da Silva, sob o Viaduto dos Açorianos (Av. Borges de Medeiros), distando pela divisa norte, aproximadamente 5,00m do meio fio da Av. Loureiro da Silva, com as seguintes medidas e confrontações: a norte mede 19,00m limitando-se com próprio municipal; a oeste mede 35,00m limitando-se com próprio municipal; a sul mede 19,00m limitando-se com próprio municipal; e a leste mede 35,00m limitando-se com próprio municipal, no quarteirão formado pela Av Loureiro da Silva, pela Rua Antonio Klinger Filho e pelo Vdt. Açorianos – Acesso Leste Dois, no bairro Praia de Belas”.

Art. 2º O imóvel descrito no art. 1º deste Decreto será utilizado pela MOBICIDADE para realização do projeto Oficina Comunitária Cidade da Bicicleta.

Art. 3º A identificação do imóvel, o prazo, as obrigações e as regras gerais de execução são os constantes no Termo de Permissão de Uso a ser firmado com a permissionária conforme constante no processo administrativo nº 001.107340.13.5.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 10 de junho de 2014.

Sebastião Melo,

Prefeito, em exercício.

Roberto Bertoncini,

Secretário Municipal da Fazenda.

Registre-se e publique-se.

Urbano Schmitt,

Secretário Municipal de Gestão.

Oficina Comunitária participa de conversa sobre autonomia.

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O Espaço Deriva está promovendo um ciclo de oficinas sobre autonomia. Todo sábado de agosto há uma oficina com um tema diferente. Dia 17 de agosto, a oficina será sobre autonomia no transporte e os voluntários da Oficina Comunitária da Cidade da Bicicleta, Mario e Marcelo vão participar.

O Espaço Deriva fica na Rua Ramiro Barcelos, 1853.

Confira abaixo a descrição do evento:

“Todo sábado, a partir das 17h, convidamos coletivos e pessoas para apresentar alternativas e debater possibilidades de vida a partir de uma perspectiva autonomista. Em agosto, os temas serão:

03 – saúde,
10 – feminismo,
17 – transporte,
24 – tecnologias
31 – alimentação.

Em setembro, teremos oficinas sobre comunicação, economia, justiça e comunalismo.

As manifestações dos últimos meses mostram que tem muita coisa interessante acontecendo ao mesmo tempo, muitos debates e gente querendo fazer coisas para transformar a sociedade. No entanto, o fato de ser um movimento principalmente de rua tem feito muitas vezes com que as pessoas fiquem meio perdidas, sem saber o que fazer além das manifestações, e os processos continuam desarticulados. Alguns espaços tem surgido para consolidar propostas, mas sempre é bom termos mais e mais espaços para fortalecer as relações e construir alternativas juntxs.

Enquanto autonomistas, nos preocupa que as pautas sejam marcadas somente por reivindicações a governos e políticas públicas. Consideramos necessário colocar no debate inquietações sobre a autonomia das ações: a possibilidade de construir por nós mesmos, mais além de estar sempre pedindo para o estado. Permanecer demandando reflete uma maneira de fazer política que vem acontecendo há bastante tempo entre os movimentos sociais, mas essa “estratégia” (se chega a ser uma) apresenta sérios desgastes (e isso está presente na inquietação de várias pessoas com quem temos conversado, mesmo as que vêm dessa trajetória).

Basicamente, pensamos que tem muita energia circulando por aí, e gostaríamos de criar espaços para canalizar essa energia mais além do diálogo com o estado, que costuma acabar com frustrações, já que este dificilmente dá conta das demandas que lhe são colocadas.

Por isso propomos fazer um ciclo de encontros entre pessoas e coletivos que queiram compartilhar suas inquietações nesse sentido, pensando as possibilidades – e dificuldades – de atuar autonomamente. Como autonomia estamos entendendo não só o fato de não pautar suas ações pelo estado – tanto em termos financeiros, quanto de agenda – (e poderíamos também incluir grandes instituições como partidos e organismos internacionais), mas também de buscar maneiras de organização autogeridas e de se pensar no entorno de maneira que – na falta de palavra melhor – chamaremos de sustentável. A ideia é que, a partir de temas, diferentes grupos que trabalham com aquilo possam contar as ideias que os movem, suas experiências e suas dificuldades, para assim pensarmos juntxs as possibilidade de atuar com autonomia.”